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Vinte mortes em estradas federais do Estado
Jornal O Globo 08/02
VINTE MORTES EM ESTRADAS FEDERAIS DO ESTADO
Segundo a Polícia Rodoviária, 64 pessoas ficaram feridas em acidentes que quadruplicaram em relação ao ano passado
Os acidentes nas estradas federais do estado causaram 20 mortes, segundo as ocorrências registradas de sexta a domingo. O balanço da Operação Carnaval da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que continua até amanhã, foi divulgado ontem. Nos primeiros três dias de carnaval, houve 169 acidentes que também deixaram 64 pessoas feridas. Segundo a PRF, o Rio é o estado que registra o maior número de acidentes nas rodovias federais do país.
PRF pede cautela redobrada aos motoristas
Comparado com os registros do carnaval de 2004, os números da PRF revelam que o número de mortos em acidentes em estradas federais quadruplicou só nos primeiros três dias da operação. No ano passado, em seis dias de Operação Carnaval, foram registradas cinco mortes.
Por causa do número de mortes, a PRF renovou ontem o apelo para que os motoristas redobrem a atenção nas estradas.
- Esses acidentes graves, que resultam em mortes, são geralmente colisões frontais, que ocorrem em ultrapassagens perigosas. É preciso aumentar a cautela, especialmente nas estradas de mão dupla - explica o assessor da PRF, Hélio Dias.
Quem trafega pela BR-101, que corta o estado de norte à sul, deve ficar ainda mais atento. Dos 20 acidentes registrados pela PRF, 16 ocorreram naquela estrada, que tem 599 quilômetros sob jurisdição federal - excluindo o trecho da Avenida Brasil, sob administração do município - a maioria com mão dupla.
Serla ainda não sabe o que ocorreu na Magé-Manilha
Na BR-493, que liga Manilha a Magé e foi interditada por 24 horas no sábado devido a uma inundação, as águas ainda ocupavam ontem parte das pistas. O técnico da Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (Serla), Mário Amaral, esteve ontem no Km 10, onde fica o trecho que foi inundado. Segundo o técnico, ainda não é possível apontar a causa do alagamento:
- Pode ter ocorrido um conjunto de fatores, desde as chuvas dos últimos dias até o rompimento de uma draga em uma propriedade particular. Somente poderemos começar a investigar o motivo quando as águas baixarem de volume - afirmou Mário Amaral.
Para evitar novos transtornos, a Serla construiu uma barreira ao longo do trecho mais atingido e providenciou o escoamento das águas para um afluente do Rio Guapimirim, que corta a rodovia.
Uma das pistas foi liberada para os motoristas. Quatro policiais da Polícia Rodoviária Federal controlavam o trânsito e, segundo informaram, não houve engarrafamentos.
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